SESSÃO DA LITERATURA: Millennium - A Trilogia

MILLENIUM

  • Principais Características:

  • Título: Millennium
  • Autor: Stieg Larsson
  • Editora: Millennium
  • Páginas Total: 1812
  • Tipo de capa: BROCHURA
  • Ano: 2011
  • Assunto: Literatura Estrangeira-Ficçao Cientifica

 

 

Box: Millennium - A Trilogia

Com mais de 27 milhões de exemplares vendidos no mundo, a trilogia Millennium é uma das mais bem-sucedidas séries policiais dos últimos anos. Quer seja tratando da violência contra as mulheres, quer seja enfocando os crimes cometidos por magnatas ou pelo Estado, a saga cumpre sua principal missão: a de nos envolver numa leitura absorvente e cheia de mistérios. O Box traz os três volumes da série como:

Os Homens que não Amavam as Mulheres - 528 páginas:

 

Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas, Os Homens que não Amavam as Mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca. Vem da Suécia um dos maiores êxitos no gênero de mistério dos últimos anos: a trilogia Millennium - da qual este romance, Os Homens que não Amavam as Mulheres, é o primeiro volume.

O primeiro livro (Os Homens que Não Amavam as Mulheres) é uma espécie de introdução, contando como principais personagens/detetives se conheceram. Mikael Blomkvist é um jornalista que se vê envolto na investigação de um desaparecimento de décadas atrás, até agora não solucionado. Para ajudá-lo, ele acaba recebendo a ajuda de uma hacker, a anti-heroína-clichê Lisbeth Salander que outrora já havia sido contratada para investigar a vida do próprio Mikael. Mas não fechem esta página, nem desistam de ler o livro só porque acabei de chamar a Lisbeth de anti-heroína-clichê. Confesso que, ao contrário dos milhares de fãs da série, eu realmente não fui muito com a cara da Lisbeth no primeiro livro, primeiro porque a descrição física dela para mim foi puro clichê de adolescente revoltada que odeia todo mundo, segundo porque muitos dos problemas dela descritos no livro se resolveriam sozinhos se ela fosse um pouquinho mais simpática com as pessoas. Mas Lisbeth é muito (e bota negrito neste muito) inteligente, e junto com Mikael, os dois desvendam o misterioso desaparecimento no meio de uma aventura eletrisante. "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" consegue entrelaçar o mercado editorial, grandes empresas familiares, ética, pirataria e inquéritos policiais num suspense intrigante. Detalhe para o início de cada capítulo, que vem com uma frase com dados estatísticos alarmantes sobre a violência contra mulheres na Suécia - um país que diz se orgulhar da sua democracia exemplar (palavras do prórpio autor).

A Menina que Brincava com Fogo - 607 páginas:

 

Larsson é o grande noir da Suécia [...] [Lisbeth Salander] é uma heroína diferente de todas as outras. [...] O clímax é um festim sangrento." - The Times. "Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade", raciocina Lisbeth Salander, a protagonista de A menina que brincava com fogo, o segundo volume da trilogia Millennium, de Stieg Larsson. Nada é o que parece ser nas histórias de Larsson. Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, que sabe atacar com precisão quando se vê acuada.

Já o segundo e o terceiro livros são quase uma história única, onde uma guinada surpreendente do tema principal é o divisor de águas entre um e outro livro. Em “A Menina que Brincava com Fogo”, Lisbeth e Mikael estão separados, ela está no exterior, enquanto ele está ajudando um casal que investiga a exploração sexual de mulheres vindas da Europa Oriental. A investigação acaba expondo nomes importantes da Suécie e o casal acaba aparecendo morto. Na mesma noite, o tutor de Lisbeth também é assassinado, pela mesma arma que matou o casal, e adivinhem quem é a principal suspeita que acabou de chegar ao país? Pois é... Lisbeth! É claro que Mikael não acredita na culpa dela e começa a investigar o que está por trás destes assassinatos. Lisbeth? Ela tem que fugir, e fica sumida quase toda a segunda parte do livro. Mas só porque ela está escondida, não significa que Lisbeth não participa da história. Novamente a dupla se une, só que desta vez Lisbeth usa seus dotes de hacker para invadir o computador de Mikael e se comunicar sem ser notada pela polícia. "A Menina que Brincava com Fogo" começa devagar (mas com isso, não quero dizer que a leitura é chata ou difícil), mas antes mesmo da metade das mais de 600 páginas, entra num ritmo eletrizante de novas descobertas, levando a novas investigações, suspeitos, etc. O livro também é um presente para os fãs da Lisbeth - ela reina na história, até mesmo na fase em que aparece apenas em pequenos arquivos texto que "surgem" no computador do Mikael.

A Rainha do Castelo de Ar - 607 páginas:

 

"Recomendo ao leitor se fechar durante um fim de semana, munido de litros de café e alguns suprimentos, para se deliciar com a trilogia Millennium."
Rolling Stone
Neste terceiro e último volume da série, Lisbeth Salander se recupera, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida, enquanto Mikael Blomkvist procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga, acusada de vários crimes. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco.

O terceiro livro da saga, “A Rainha do Castelo de Ar”, continua exatamente onde termina “A Menina que Brincava com Fogo”. Neste ponto, a investigação de Mikael sobre o tráfico de mulheres, a morte de seus amigos e o que o tutor de Lisbeth tinha a ver com tudo isso acaba tropeçando numa nova figura: um espião russo escondido na Suécia e um segredo de estado guardado a sete chaves. Para livrar Lisbeth das acusações ainda do segundo livro, Mikael tem que investigar o serviço de inteligência do seu país, o que coloca sua própria vida em risco. Vou me segurar e não contar mais nada para não estragar a surpresa (livros policiais sem uma surpresa não tem graça!). Entretanto, uma das coisas mais legais do livro é a abertura de cada capítulo; um pequeno texto sobre diferentes grupos de mulheres guerreiras ao longo da história nos é apresentado. Mulheres que conquistaram grandes vitórias de seus exércitos, seitas, ou mesmo atitudes isoladas que, por algum motivo, caíram no esquecimento dos meios de comunicação. E essas aberturas caem muito bem com a história do livro. Apesar do protagonista ser o jornalista Mikael Blomkvist, as verdadeiras heroínas são mulheres guerreiras em suas respectivas profissões. Uma jornalista, duas policiais, uma investigadora particular, uma advogada e claro, nossa hacker favorita, Lisbeth Salander.

COLABORAÇÃO: Roxane Norris

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